AS IGREJAS CATÓLICAS ORIENTAIS

 

Os Patriarcas Católicos e Arcebispos-Maiores Orientais em torno do Papa Bento XVI

por Philippe Gebara
 
É necessário que também os filhos da Igreja Católica de tradição latina possam conhecer em plenitude este tesouro e sentir assim, juntamente com o Papa, a paixão por que seja restituída à Igreja e ao mundo a manifestação plena da catolicidade da Igreja, que não se exprime apenas por uma única tradição”
(Papa João Paulo II, Carta Orientale Lumen, 1)

Embora não seja algo conhecido amplamente no Brasil e no Ocidente, a Igreja Católica Apostólica Romana não é só a Igreja de Rito Romano, mas é uma comunhão de 23 Igrejas: uma Ocidental e 22 Orientais. Ora, “Igreja”, em uma das 4 acepções possíveis, significa uma união de dioceses da mesma tradição cultural – o que, no caso, engloba diferentes aspectos como liturgia, espiritualidade, teologia, disciplina e organização. A soma de todas as dioceses do Ocidente, do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Washington, de Paris, etc, formam a Igreja Latina, que celebra de modo geral em rito latino (ou romano). Mas já no Oriente, suas diferentes dioceses não podem ser resumidas em um só todo, existindo 22 igrejas católicas orientais, celebrando em 1 dos 6 ritos orientais existentes (descritos à frente). Uma dessas Igrejas é a Igreja Católica Greco-Melquita, da qual faço parte.

Os Códigos Canônicos chamam as 23 igrejas que compõem a Igreja Católica de igrejas “sui juris”, ou seja, igrejas autônomas, que podem legislar sobre tudo que lhe é próprio, como sobre seu rito e sua disciplina, mas não sobre o que é universal a todas, que são os dogmas. Quem faz tradicionalmente essa legislação de uma igreja “sui juris” é o seu respectivo Sínodo, ou seja, a reunião de seus bispos, sob a chefia de seu Patriarca ou de seu Arcebispo-maior (títulos entre os quais há pouca diferença prática)[1].

A Igreja Melquita é chefiada por Sua Beatitude o Patriarca Gregório III, e a Igreja Ucraniana, presente igualmente aqui no Brasil, de forma predominante no Sul, por Sua Beatitude o Arcebispo-Maior Dom Sviatoslav Shevchuk. O Patriarca da Igreja Latina é S.S. o Papa Bento XVI, embora seu papel se confunda com o de líder da Igreja Católica. Apesar disso, Igreja Católica não se confunde, nem pode se confundir com Igreja Latina, embora isso tenha acontecido por muito tempo na história, causando sérios prejuízos aos católicos orientais.

Só  no Concílio Vaticano II, todos os ritos da Igreja Católica foram considerados com a mesma dignidade. Antes, muitos consideravam o Romano superior aos demais. Os orientais eram meramente tolerados.

Vejamos agora quais são os ritos da Igreja, de acordo com suas famílias litúrgicas[2]

1. Família latina:
a) rito romano ordinário
b) rito romano extraordinário
c) rito ambrosiano
d) rito moçárabe
e) rito bracarense

f) rito cartuxo

2. Família ritual bizantina: apenas o rito bizantino, usado pelas seguintes igrejas:

  • Igreja Católica Bizantina Albanesa
  • Igreja Católica Bizantina Bielorrussa
  • Igreja Greco-Católica Búlgara
  • Igreja Greco-Católica Croata
  • Igreja Católica Bizantina Grega
  • Igreja Greco-Católica Melquita
  • Igreja Greco-Católica Húngara
  • Igreja Católica Ítalo-Albanesa
  • Igreja Católica Bizantina Macedônia
  • Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma
  • Igreja Católica Russa
  • Igreja Católica Rutena
  • Igreja Greco-Católica Eslovaca
  • Igreja Greco-Católica Ucraniana

3. Família ritual armênia: apenas o rito armênio, usado só pela Igreja Armênia.

4. Família ritual alexandrina: apenas o rito copta, usado pelas Igrejas Copta e Etíope.

5. Família ritual siríaca ou antioquena:
a) rito siríaco, usado pelas Igrejas Siríaca e Malankar;
b) rito caldaico (ou assiríaco, ou ainda siríaco oriental), usado pelas Igrejas Caldaica e Malabar;
c) rito maronita, usado só pela Igreja Maronita.

Com exceção da Igreja Maronita, todas igrejas orientais católicas possuem uma igreja equivalente separada de Roma, podendo ser ortodoxa, ou não (dependendo de quantos concílios ecumênicos aceitou ao longo da história). Se aceitar os 7 primeiros concílios ecumênicos, é ortodoxa; se aceitar apenas 3 concílios, é pré-calcedoniana, se aceitar apenas 2, é pré-efesiana. Por exemplo, a Igreja Melquita tem como contraparte a Igreja Ortodoxa Antioquena, e a Igreja Católica Armênia tem como contraparte a Igreja Armênia Apostólica, que é pré-calcedoniana[3].

Embora a particularidade das igrejas orientais seja mais marcadamente possuir um rito diferente do rito romano, ela envolve, como foi dito, outros aspectos. Como não podemos descrever nem resumi-los, por serem tão vastos, limitar-nos-emos a alguns exemplos. Não obstante possuam os mesmos 7 sacramentos, a forma de administrá-los por vezes difere (além das orações diferentes). Batismo, Crisma e Eucaristia são sempre ministrados juntos, ao bebê ou à criança que é apresentada à Igreja para se tornar cristã. A Eucaristia é consagrada com pão fermentado, e não ázimo (à exceção da Igreja Maronita e Armênia). A Crisma pode ser conferida pelo padre, não só pelo bispo. Já na parte da espiritualidade, ao lado do rosário, de origem latina, que é muito praticado, existe outros cordões de oração, como o assim popularizado no Brasil “terço bizantino”. Quanto à disciplina, o exemplo que chama mais à atenção é o celibato opcional para candidatos ao sacerdócio: se o homem, antes de ser ordenado, quiser se casar, pode fazê-lo e, em seguida, comprovada sua fidelidade aos deveres do matrimônio, ser ordenado padre. Por fim, na parte do governo, como já expomos, as Igrejas Orientais são regidas por seus Santos Sínodos, sendo o Patriarca apenas executor e uma autoridade moral e espiritual.

As igrejas orientais católicas no Brasil são a Igreja Melquita, com igrejas no Sudeste e uma no Nordeste, a Igreja Ucraniana, com 300 igrejas no Sul e uma em São Paulo, a Igreja Siríaca, em Belo Horizonte, a Igreja Maronita, com uma presença  bem espalhada pelo país,  a Igreja Armênia e a Igreja Russa, em São Paulo. Aqui no Rio, só há Igreja Melquita, a Paróquia de S. Basílio, na República do Líbano, no Centro, e a Igreja Maronita, a Paróquia Nossa Senhora do Líbano, na Conde de Bonfim, na Tijuca (com uma missão no Leblon).

Indicação de links:

–  As igrejas católicas orientais, por Pe. Fernando António sj. (jesuíta de rito bizantino):

http://www.essejota.net/index.php?a=vnrhrlqqvkuivvqluprhrsqhutrhqqqkqruiqjrtrrrsqhvvrhqqquugrmqvrk

–        Comunidade da Igreja Greco-Melquita Católica no Orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1610297

–        Diocese Maronita

http://www.igrejamaronita.org.br/

–        Paróquia Melquita de S. Basílio do Rio de Janeiro

http://www.paroquiasaobasilio.com.br/


[1] Dependendo de vicissitudes históricas, uma igreja oriental pode ser liderada ainda apenas por um bispo, não tendo sínodo, ou mesmo por nenhum bispo próprio, como é o caso da Igreja Russa, cujos fiéis de cada região estão sob a responsabilidade de um bispo latino local, encarregado desta tarefa (é o Ordinário das Igrejas Orientais).

[2] Crédito a Rafael Vitola.

[3] Pré-calcedonianas são também as igrejas Copta, Etíope, e Siríaca. E pré-efesiana é a Igreja Assíria Oriental.

*Fonte da foto: shevlinsebastian.blogspot.com/

50 Respostas to “AS IGREJAS CATÓLICAS ORIENTAIS”

  1. Bruno de Campos Says:

    Muito boa a explicação!

    Parabéns, que Deus abençoe esse trabalho de divulgação da nossa Santa Igreja que é tão desconhecida por nós mesmos.

  2. jorge bastos Says:

    Olá querido, a Paz de Cristo.

    Tenho uma duvida: todas as igrejas sui iuris são chefiadas pelo papa Bento XVI, ou cada uma tem o seu líder, independente de estarem ligadas à santa sé ?

    Todas devem obediência ao papa da igreja latina ??

  3. philippegebara Says:

    Querido Jorge,
    Salam Al Massih, a Paz de Cristo!

    “Jorge” um nome tão caro aos orientais, por sua profunda veneração a São Jorge, o Megalomártir!

    As igrejas sui juris católicas estão em comunhão plena com o Papa.

    Segundo a antiga tradição da Igreja, o Papa só poderia intervir nelas em casos raros, confirmando seus irmãos na fé e na caridade. Com a centralização do Papado, isso já não é bem assim. Por exemplo, o Papa intervém na eleição de bispos orientais para os países da imigração: o Santo Sínodo de uma igreja sui juris elege uma “terna”, uma lista com três nomes candidatos, e, em seguida, o Papa escolhe um.

    Apesar de sua relativa autonomia, todas as igrejas sui iuris devem obedecer ao que é universal na Igreja, aos dogmas, e sobre isso não podem legislar.

    A sua dúvida me fez perceber que não havia incluído no artigo daqui as notas de rodapé e que não estava tão clara a ligação com o Papa. Convido a ler novamente até segundo parágrafo e sua respectiva nota de rodapé.

    Espero que tenha ficado mais compreensível agora.

  4. Daniel Silbernagel Says:

    Gostaria de conhecer melhor esta Igrej, sou católico, casado, ministro extraordinário da comunhão eucarística e ex-seminarista da Diocese de Petropolis.

  5. philippegebara Says:

    Prezado Daniel,

    Bem-vindo!

    A que igreja vc se refere exatamente? Este artigo lista todas as 22 igrejas orientais.

    Fique à vontade para tirar suas dúvidas.

  6. Daniel Says:

    Paz e bem !

    gostaria de saber se os bispos ortodoxos,
    todos o bispos são monges e tem cabelo grande e barba e se isto faz parte de uma tradição da igreja.

    Os os ortodoxos nao tem tanta ligação com os seus patriarcas como os catilicos romanos ne. Desde ja meu mui obrigado!

    • philippegebara Says:

      Prezado Daniel,

      Salam Al Massih, a Paz de Cristo!

      A tradição oriental, de fato, é que o bispo venha de um monastério. Mas algumas vezes não é seguida.

      A tradição de ter cabelos grandes e barba é para todos os clérigos. Faz referência ao costume dos nazareus, uma casta sacerdotal, da qual Jesus faria parte, que, além de cultivarem a barba e cabelos grandes, dividiam os cabelos ao meio.

      Vc pergunta se os católicos tem mais ligação com o Papa, do que os ortodoxos, com seus patriarcas, é isso? Ou vc pergunta sobre os católicos romanos orientais e seus patriarcas?

  7. Daniel Silbernagel Says:

    Como faço para conhecer a Igreja dos senhores e se os senhores tem uma Paróquia ou Diocese no Rio de Janeiro?
    Me coloco à disposição e desde já agradeço a atenção dispensada.
    Em Cristo por Maria!

    • philippegebara Says:

      Prezado Daniel,

      Será um grande prazer recebê-lo!

      Temos, sim, uma igreja no Rio de Janeiro: a Paróquia de S. Basílio e NSra. do P. Socorro. Fica na R. República do Líbano, 17 – Centro. A Divina Liturgia em rito bizantino é aos domingos, às 11h. É a minha paróquia. Ajudo a liturgia como acólito.

      As paróquias melquitas do Brasil estão circunscritas à Eparquia (Diocese) Melquita do Brasil de NSra. do Paraíso de São Paulo.

      Site de nossa igreja: http://paroquiasaobasilio.com.br/

      Em XC.

  8. Edsamer Says:

    Olá!!!
    Sou apaixonado pela Igreja Melquita, mas ela não existe em Maceió/AL.

    Quero MUITO um dia, passar o resto de minha vida engajado na Igreja Melquita.
    Como faço?
    Me AJUDE!!!
    Até mais!!!

  9. Edsamer Says:

    INFELIZMENTE, não tenho parente nos estados que a Igreja Melquita está presente: como no Ceará, São Paulo, Minas Gerais e etc.

    E agora: como faço para derrubar esta barreira?

    Até mais!!!

  10. philippegebara Says:

    Prezado Edsamer,

    Salam Al Massih, a Paz de Cristo!

    Seja bem-vindo e seja bendita sua intenção por ajudar nossa Igreja, um pequeno grão que quer dar muitos frutos para Nosso Senhor.

    O Corpo de Cristo se beneficia com os talentos de cada membro. Talvez seria mais fácil vc dar uma ideia de como poderia colaborar para a edificação de nosso “órgão” melquita. Sugiro que prossigamos com a conversa por e-mail. Vou te passar uma mensagem.

    Mas uma possibilidade que penso agora seria vc estudar bem sobre nossa Igreja e dar palestras, aumentando a consciência dos cristãos sobre o pulmão oriental da Igreja de Cristo. Quem sabe, se vc conseguir, com a graça de Deus, um número de pessoas interessadas não possa ir um padre nosso visitá-los. Outra seria colaborar com traduções, se vc dominar algum idioma estrangeiro.

  11. Frederico Morato Says:

    PAX VOBISCUM!
    Gostaria de saber como é o processo de formação das igrejas católicas de rito oriental e os endereços dos seminários no Brasil.
    Que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja sempre com todos vocês!

  12. philippegebara Says:

    Paz a ti, Frederico!

    Também consiste em Filosofia e Teologia, junto a uma preparação mais específica ao sacerdócio, com elementos de cada tradição. Há aulas de iconografia e canto, por exemplo.

    Nossa Eparquia Melquita no Brasil não possui seminário, mas possui um mosteiro masculino e outro feminino, do Instituto dos Filhos Misericordiosos da Cruz, que acolhe vocacionados ( http://www.splaghynia.com/ ) e tb a Obra dos Pequenos Monges do Pater Noster.

    Já a Eparquia Ucraniana tem dois seminários, um diocesano e outro religioso, da Congregação Basiliana.

    As Eparquias Maronita e Armênia, embora não possuam seminário próprio, recebem também candidatos.

    Não sei sobre a Igreja Siríaca, que está ligada ao Ordinariato das Igrejas Orientais (Igreja Latina).

    Nesta seção, vc pode ver os endereços no final:
    https://sinaxe.wordpress.com/a-igreja-greco-catolica-melquita/

  13. Frederico Morato Says:

    Caríssimo irmão em Cristo,

    gostaria de agradecer a sua atenção, e caso fosse possível, gostaria muito de conversar sobre certos aspectos da vida religiosa dos católicos orientais no Brasil. Sou professor de História e seminarista da Igreja Anglicana na diocese do Rio de Janeiro, se não fosse muito abuso de minha parte, gostaria de conversar por telefone. Assim sendo, caso possa me fornecer seu número pode enviar para o meu e-mail (fredmorato@gmail.com), ou ainda, se preferir, posso enviar meu número para o seu endereço eletrônico. Caso tenha orkut, meu e-mail é o mesmo e uso o nome Fred Morato, a foto que vai aparecer é de um bispo do século XVIII. Perdão pelo incomodo, mas é muito importante para mim o esclarecimento de algumas questões a respeito da formação sacerdotal da Igreja Católica oriental no Brasil.
    Mais uma vez, obrigado e que a Paz do Cristo Salvador e Redentor nosso esteja sempre contigo e com os teus!

    Frederico Morato

  14. cristianiano Says:

    estou curioso para saber como se faz para se tornar sacerdote de uma igreja oriental,como é o acompanhamento formação entre outras coisa….
    poderia se da igreja greco melquita , e se possivel de outras também agradeço…
    há moro no rio de janeiro

    • philippegebara Says:

      Caro Cristiano,
      Cristo ressuscitou!
      (Reposta: Verdadeiramente ressuscitou!)

      Os únicos seminários orientais que existem no Brasil são da Igreja Católica Ucraniana, no Sul.

      Para as outras igrejas, a possibilidade mais imediata é estudar num seminário latino, podendo receber alguma formação do bispo ou clero oriental. Mas em nossa Eparquia Melquita tem também a opção de ser religioso no Mosteiro dos Filhos Misericordiosos da Cruz, de Votorantim, ou nos Pequenos Monges do Pater Noster, em Juiz de Fora.

      Aconselho-te primeiramente frequentar uma igreja oriental, para conhecer, ver se o rito te agrada e e por fim realmente se habituar a ele, através de vivência na paróquia e de leituras. No Rio, há igreja melquita e maronita.Te convido a visitar nossa paróquia. A Missa em rito bizantino (Divina Liturgia) é aos domingos, as 11 horas.

  15. Irlei Geraldo Says:

    A IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA É SIMPLESMENTE MARAVILHOSA

  16. Ana Says:

    Não tenho respostas mas perguntas que peço o favor de me esclarecerem. Qual a diferença entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a “vossa”, a que seguem?

  17. philippegebara Says:

    Prezada Ana,

    Seja muito bem-vinda, especialmente para tirar suas dúvidas, pois é a finalidade principal do blog.

    Talvez o texto não estivesse suficientemente claro, mas fiz alguns acréscimos. Peço que o releia, tirando eventualmente suas dúvidas. Mas tentarei lhe dar uma noção geral em poucas palavras:

    Igreja Melquita + Igreja Latina + as outras 21 igrejas sui juris = Igreja Católica Apostólica Romana.

    Portanto, a Igreja Católica Apostólica Romana não pode ser igualada à Igreja Melquita, nem a qualquer outra igreja “sui juris” (autônoma), como a Igreja Latina, à qual a maioria dos brasileiros pertence.

    O organismo “Igreja Católica” recebe o título de “Romana” porque seu Chefe Geral coincide em ser o Patriarca de Roma, da Igreja sui juris Latina, mas isso não quer dizer que todas as igrejas “sui juris” católicas, cada uma com seu Patriarca, sejam de tradição romana ou latina. Elas são de tradição bizantina, antioquena, alexandrina, etc.

    Mais detalhes vc pode encontrar na nova versão do texto.

    Fique com Deus.

  18. Pina Bastos Says:

    Olá,
    Parabéns pelo blog, é muito informativo e também tem uma visão que engloba política, história e muita coisa. Vou me aprofundar mais e depois escrevo.
    Obrigada,
    Pina

  19. Evaldo J. P. Says:

    Pax et bonum!
    A igreja oriental é na sua simplicidade algo maravilho,de uma riqueza espiritual fora do comum.
    Aqui em BH só temos a santa liturgia uma vez por mês na igreja dos Siriacos.
    Tenho lido muito respeito,gostaria de saber como esta a questão da ordenação de homens casados e como faço para conseguir um exemplar do liturgicon.
    Saúde e paz!

    • philippegebara Says:

      Prezado Sr. Evaldo,
      Salam Al Massih!

      O seu interesse, sob a moção do Espírito, muito me alegra. Agradeço o apoio.

      Nossa, não sabia que a Divina Liturgia em siríaco era realizada apenas uma vez por mês em BH. E nos outros dias, em rito latino?

      Sobre os casados padres, sei que nos EUA já ocorreram ordenações de casados, talvez sem permissão dos latinos ou ao menos contra as influências contrárias. Parece que depende de o bispo querer comprar a briga.

      O Sr. se refere ao liturgicon bizantino ou siríaco?

      Fique com Deus.

  20. Matheus Says:

    Olá gostaria de saber tambem essa questão dos sacerdotes casados e tbm gostaria de saber se eu posso comungar nas igrejas de rito oriental pois eu sou da igreja de rito romano!

  21. Evaldo J. P. Says:

    Pax et bonum!
    Eu me refiro ao liturgicon bizantino.
    A Divina Liturgia é celebrada todos os domingos no rito siriaco e no ultimo domingo do mês é celebrada em Rito Bizantino(Melquitas) desculpe se me expressei mal .
    Nasci no rito latino,porém,sou Melquita de coração e adoção e isto é algo que me fez muito bem.Rezo o Kombuistkini diariamente.
    Saúde e paz!

  22. philippegebara Says:

    Prezado Matheus,
    Que a Deus seja dada a glória!

    Neste link, vc pode ler mais sobre os casados padres (noto apenas que 7 anos se passaram desde a declaração de nosso Arcebispo
    http://www.geocities.ws/melquita/faqs.html#Gostaria_de_ser_padre

    Você, como fiel católico, de rito latino, pode comungar livremente nas igrejas católicas de rito oriental, e vice-versa. Somos uma só Igreja. Pode receber também qualquer outro dos 7 sacramentos (embora possa se pedir, para Ordem e Matrimônio, a “mudança de rito”, ou mais precisamente, mudança de igreja sui juris).

    Seja bem-vindo!

  23. Pina Bastos Says:

    Olá,
    Naveguei muito pelo site hoje, fui à Síria e ao Líbano (este mais rapidamente), gostei muito da música e da arquitetura.
    Bonita a imagem de Nossa Senhora no alto de uma montanha em Damasco. Vou ver se vou à missa na igreja São Basílio duante a semana ou domingo que vem. Durante a semana é ao meio-dia, não é?

  24. Karen Says:

    A paz! Excelente explicação! Parabéns! Porem ainda me resta uma dúvida: se sou batizada e casada no rito latino preciso pedir autorização para batizar meu filho no rito oriental? ouvi um professor de direito canonico (latino) afirmando isso, e gostaria de saber se, na pratica, isso procede. Obrigada!

    • philippegebara Says:

      Prezada Karen,

      Mil desculpas pela demora para responder. Conheço muito pouco sobre Código Canônico e entao procurei o respaldo de um amigo especialista. Isso, junto com imprevistos, levou um certo tempo. Talvez vc ja tenha mesmo batizado seu filho! Mas vamos à resposta, com uma introducao/ resumo de minha parte:

      Em princípio, os pais devem buscar a igreja sui juris a que o pai/ marido pertence para batizar seu filho. Contudo, possuindo motivo justo, eles podem pedir uma licença a uma autoridade competente para batizar a criança em outra igreja sui juris. Dentre esses motivos, inclui-se a frequencia regular dos pais a esta igreja sui juris. Apresentamos em detalhes, a seguir, explicação canônica para a questão:

      “Conforme o cânone 683 do Código de Cânones das Igrejas Orientais (1990), “o batismo deve ser celebrado segundo as prescrições litúrgicas da Igreja sui iuris à qual o batizado deve ser adscrito, de acordo com a norma do direito.” E, como a consulente, ao que tudo indica, pertence à Igreja latina (bem como seu marido, pai de seu filho), o batizando seu filho, até 14 anos de idade (idade em que poderá optar livremente por sua Igreja sui iuris), deverá, em regra, ser batizado segundo as prescrições litúrgicas da Igreja latina. Esta última será a Igreja sui iuris a que o batizando será adscrito, por força do cânone 111, § 1, do Código de Direito Canônico (latino – 1983), norma jurídica aplicável ao referido batizando: “Com a recepção do batismo, fica adscrito à Igreja latina o filho de pais que a ela pertencem ou, se um dos dois a ela não pertence, ambos tenham escolhido, de comum acordo, que a prole fosse batizada na Igreja latina; se faltar esse comum acordo, fica adscrito à Igreja ritual à qual pertence o pai.”

      Em 1996, a Congregação para as Igrejas Orientais (Dicastério Romano responsável por lidar com temas relacionados às Igrejas Católicas Orientais) emitiu uma Instrução para a aplicação das prescrições litúrgicas do Código de Cânones das Igrejas Orientais. Embora não apresente caráter vinculante, deve-se, em geral, seguir as orientações da referida Instrução. Esta, em seu n. 47, assim dispõe acerca da interpretação do cân. 683 do Código de Cânones das Igrejas Orientais (1990), acima citado:

      “47. O Batismo deve ser recebido no próprio rito

      Ressalvadas situações de todo peculiares, que devem ser autorizadas pela autoridade competente, é absolutamente desencorajada a praxe de pedir o Batismo em um rito diverso do próprio por motivos de ordem estético, de amizade com o ministro, etc. Com exceção do caso de ausência de um ministro do próprio rito, a celebração do Batismo deve significar, também visivelmente, o ingresso na própria Igreja sui iuris. Por isto, o cânone 683 do Código de Cânones das Igrejas Orientais recorda que ‘o batismo deve ser celebrado segundo as prescrições litúrgicas da Igreja à qual o batizado deve ser adscrito, de acordo com a norma do direito’.”

      Desta forma, está correta a orientação fornecida pelo mencionado professor de direito canônico de que o batismo do filho da consulente, para ser realizado em outra Igreja sui iuris que não a latina, à qual será adscrito, deve ser autorizado pela autoridade competente. Neste caso, a autoridade competente seria o Ordinário latino (bispo diocesano latino) do domicílio da família, o qual poderia conceder a licença para que a criança fosse batizada em outro rito. E, caso se tenha atenção à interpretação feita pela Congregação para as Igrejas Orientais quanto ao cân. 683 do Código de Cânones das Igrejas Orientais, deve haver uma situação peculiar para que a autoridade competente autorize a celebração em rito diverso. Pode-se imaginar, por exemplo, a peculiar situação de que os pais, embora latinos, frequentem há anos a paróquia oriental, pretendendo fazer com que a criança cresça frequentando a mesma paróquia. Mas, neste caso formulado, é de se pensar se não seria conveniente que os pais passassem à Igreja oriental, invocando o cân. 112, § 1, 1° do Código de Direito Canônico, combinado com o Rescriptum ex Audientia Ss.mi, de 26 de novembro de 1992, publicado em Acta Apostolicae Sedis, 85 (1993) p. 81 (ou seja, a possibilidade de os bispos latino e oriental envolvidos concederem a mudança de rito, sendo presumida a licença da Sé Apostólica).

      Recorde-se, contudo, de que, diferentemente da sistemática do antigo Código de Direito Canônico (1917), atualmente não é o rito em que a pessoa será batizada que determinará a sua adscrição a uma Igreja sui iuris, mas sim o rito de pertença de seus pais. Como ambos os pais parecem ser católicos latinos, ainda que seja obtida a autorização para o batismo da criança em outro rito, a criança será latina, pois seus pais são latinos, aplicando-se a norma do cânone 111, § 1, do Código de Direito Canônico (latino), acima transcrita. Assim, se um filho de pais latinos for batizado na Igreja Greco-Católica Melquita, por exemplo, não será católico greco-melquita, mas católico latino, apesar de seu batismo no rito bizantino.

      Esta interpretação da norma de que a autorização faz-se necessária é válida, obviamente, em situações normais, pois caso haja estado de necessidade (urgência no batismo da criança, por questões de saúde, por exemplo), qualquer pessoa movida por reta intenção batiza válida e licitamente (cânone 861, § 2 do Código de Direito Canônico). Nestes casos emergenciais, se não se pode acudir a um clérigo latino, mas sim a um sacerdote católico oriental, deve este ser preferido a leigos latinos na administração do sacramento (sempre se deve dar primazia a um ministro ordenado). De qualquer forma, como os pais são latinos, a criança será também latina, não importando o rito utilizado para administrar o batismo. O estado de necessidade somente exclui a obrigatoriedade de licença do Ordinário latino para a criança ser batizada em outro rito, mas não retira sua condição de latina, por ser filha de pais latinos.

      Caso o batismo seja realizado em outro rito que não o latino sem a devida dispensa da autoridade competente, o batismo será válido, porém terá sido administrado de forma ilícita, ou seja, se os pais e/ou o sacerdote católico oriental conhecem previamente a ilicitude, devem evitá-la, em obediência à norma da Igreja (os pais devem procurar a paróquia latina para batizar seu filho a fim de evitar a ilicitude; o sacerdote católico oriental deve declinar da administração do batismo sem a devida autorização, remetendo os pais e o batizando à sua paróquia latina).

      Caso seja feita a celebração de forma ilícita, está o sacerdote católico oriental celebrante obrigado a remeter a informação do batismo ao pároco latino do domicílio da família (Cânone 690 do Código de Cânones das Igrejas Orientais: “Se o batismo não foi administrado pelo pároco nem em sua presença, o ministro deve informar tal fato ao pároco do lugar”).

      Espero com as considerações acima haver respondido suficientemente a questão em termos canônicos.

      Vítor Pimentel Pereira”

  25. Rogério Says:

    Prazado
    Salam Al Massih!
    Em primeiro lugar, parabéns por tão bonito trabalho!
    *
    Minha pergunta é baseada numa resposta sua acima:
    Como faço para conhecer mais sobre as Igrejas Católicas Orientais, a fim de divulgá-las e torná-las mais conhecidas aos fiéis de rito latino? Existe algum material recomendado ou algum curso ou alguma outra forma de estudo para aprofundamento (em primeiro lugar) e posterior conscientização aos fieís de rito romano?
    Hoje moro no interior do estado de SP e o contato mais próximo que tenho seria o Mosteiro de Votorantim.
    Aguardo retorno.
    Permaneça na paz do Cristo, na companhia na Virgem Maria, firme e forte na missão!
    Rogério

    • philippegebara Says:

      Salam Al Massih, Rogério!

      Agradeço-te de coração por sua apreciação e interesse.

      Sua vontade de conhecer profundamente os ritos orientais, e levar a todos a luz do Oriente, me comove. E você já está no caminho certo: a internet que, no caso do Brasil, é a melhor fonte de conhecimento, vista nossa carência de materiais (livros e mídia), particularmente o inacreditável site Ecclesia (.com.br). Se vc conhece alguma língua estrangeira, ainda melhor. Os materiais em inglês e francês são abundantes. Para sites do Brasil e do mundo, vc pode consultar a relação dos links do blog.

      Mas, de maneira geral, se vc puder se aprofundar nos Padres da Igreja, nos Padres do deserto e, ainda em parte, em teólogos contemporâneos da Nouvelle Theologie (como um Yves Congar – livro sobre o ES, por exemplo publicado pela Paulus, creio, em 3 pequenos volumes -, Rahner, von Balthasar, na medida em que resgatarem a Patrística e intuições teológicas originárias e mais refrescantes do cristianismo primitivo), será de grandisíssimo valor:
      http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/miscellaneous/bibliografia_sobre_ortodoxia.html

      Se houver algum instituto católico com uma boa biblioteca próximo de vc, isso será de grande valia. Mas, aliás, e no que concerne ainda os ritos orientais e a tradição bizantina, vc é sortudo de morar próximo do Mosteiro de Votorantim. O Arquimandrita Theodoro poderá te ajudar com indicacoes de leitura.

      Contudo, à parte do estudo, considero essencial experimentar o quanto possível a vida litúrgica oriental. Sempre foi um mote da teologia oriental que não se pode fazer teologia sem orar. “Ore e vc será teólogo”. O teólogo, acima de tudo, é aquele que tem a experiência de Deus. Não necessariamente de maneira mística, mas na maneira de aprender a conviver com Deus, tornar-se próximo a Ele, dentro da fecunda tradição da Igreja. E isso também vai te ajudar a ganhar um amor bem real pelo Oriente cristão e seu tesouro, conduzindo-o de sua forma característica a Cristo. Que cada um de seus dias da semana sejam como o domingo, e cada domingo seja uma Páscoa!

      Coragem! Vc tb terá uma bela missão pela frente, acompanhado de toda família dos cristãos, santos do Oriente e do Ocidente — juntos formamos o Corpo de Cristo. Esteja sempre sob a proteção de nossa puríssima Senhora, Mãe de Deus e sempre Virgem Maria — Santíssima Theotokos, salvai-nos! –, bem como sob a vigilância de São Miguel, São Gabriel e de todas as Potências celestes, cuja memória litúrgica hoje celebramos, no calendário bizantino.

      E permaneçamos em união de orações uns pelos outros,
      com um abraço fraterno.

  26. rpespindola Says:

    Querido, adorei o artigo, pois irá me ajudar numa questão em minha paróquia. Não nos vemos há muito tempo e como são os dias no seminário? Nunca mais fui à missa na São Basílio, mas minha irmã se casou na N.Sª. do Líbano (melquita) no rito latino. Adoro esse caleidoscópio que é a nossa Igreja! Um afetuoso abraço e que Deus o abençoe.

  27. Daniel Silbernagel Says:

    Bom dia irmão, Phelipe,

    Já há muito tempo, entrei em contato com o irmão e ao estudar um pouco sobre a Ortodoxia e sobre a beleza das igrejas católicas de ritos orientais, meu coração se encheu ainda mais de alegria e eu gostaria de conhecer a Igreja dos senhores e obter contato para ir à Paróquia no centro do Rio de Janeiro e receber uma orientação vocacional.Sou de Petrópolis e posso chegar no Domingo para a Missa das 17:00h.

    • philippegebara Says:

      Prezado Daniel,

      Lembro de vc sim e de seu interesse. Seja mt bem-vindo em nossa paróquia!

      Contudo, a missa das 17h é em rito latino. Vc nao poderia chegar para a missa das 11h (sei q é um pouco complicado)?

  28. Daniel Silbernagel Says:

    Caríssimo irmão, graça e paz!
    Eu trabalho no ramo hoteleiro em Petrópolis e por isso, também aos domingo.Todavia, consigo chegar ao Rio para a Missa das 17:00h, mas é uma pena que é em rito latino.
    Na sexta-feira estarei de folga e pretendo ir à Missa das 12:30h.
    Tentarei marcar com o Padre George para uma conversa e gostaria de conhecer o irmão sê possível.
    Me coloco sempre à disposição.

    Cristo Vive, Reina e Impera!

  29. Pedro Ribeiro Says:

    Me desculpe, mas fiquei confuso com uma parte de seu texto: “Só no Concílio Vaticano II, todos os ritos da Igreja Católica foram considerados com a mesma dignidade. Antes, muitos consideravam o Romano superior aos demais. Os orientais eram meramente tolerados”. Você diz isso por partes de bispos ou fiéis em particular ou da parte da Santa Sé mesmo? No segundo caso, seria uma acusação grave, não?

    A Paz de Cristo!

    • Gregórios Says:

      Caro Pedro,

      Por parte de membros da Igreja, bispos, padres e fiéis. Ainda hoje há um preconceito esmagador. Outro dia mesmo escutei de um seminarista “Mas vocês não podem ser verdadeiramente romanos…. Vocês criam divisão. Por que não unifica tudo, no rito romano?”.

      Portanto, não é só uma acusação grave, mas gravíssima e verdadeira.

      Pax tecum!

  30. 27ª Ficha – Decreto Orientalium Ecclesiarum (OE) – Ambiente Virtual de Formação Igreja em Rede Says:

    […] Eslovaca, Igreja Greco-Católica de Križevci (Croata), Igreja Greco-Católica Macedônica. No Brasil há as seguintes Igrejas orientais católicas: a Igreja Melquita, com Igrejas no Sudeste e uma no […]

  31. Edsamer Aragão Says:

    Olá Philipe! Você acha que a Igreja Melquita no Brasil, tem o maior número de fieis vindos do rito romano, do que o de fréis de origem árabe?

    • Gregórios Says:

      Caro Edsamer,
      Depende em que sentido. Fiéis “por adoção”, aqueles que não são melquitas de origem, mas que frequentam nossas paróquias, perfazem a grande maior parte dos fiéis assíduos. Aqueles melquitas de origem, que em termos estatísticos devem ter um número maior, costumam ir só em grandes festas, e cada vez menos…

  32. Henrique Ribeiro da Silva Says:

    Olá! Eu acho as Santas Igrejas Orientais o máximo. Acho super interessante e admiro muito, a forma em que é feito as celebrações em Rito oriental. E tenho uma dúvida: como acontece a formação presbiteral nas Igrejas Orientais? É Como acontece na Igreja Latina? Gostaria de saber todos os detalhes, pois eu tenho um sonho de ser padre, e ficaria honrado em ser presbítero da Igreja Oriental, de preferência a de Rito Maronita. Desde ja, ficarei muito agradecido…

    • Gregórios Says:

      Oi, Henrique!

      “Ahlan wa sahlan”, seja bem-vindo, sinta-se como parte da família e fique em paz!

      Sim, é basicamente como acontece na Igreja Latina: Filosofia, Teologia e mais um ano de experiência pastoral. Anos que são entremeados por aulas de canto, palestras, formações, meditações e retiros.

      Boa sorte, que Deus te acompanhe, sendo o Filho o seu divino Mestre, e o Espírito Santo, a sua luz.

  33. Alex Hoffmann Says:

    Olá! Talvez minha pergunta seja ignorante até demais, mas estou começando a conhecer as Igrejas Católicas Orientais, encheme de alegria ver e saber de tantos irmãos que seguem na fé Católica, que fazem parte da única e verdadeira religião vinda diretamente de Jesus Cristo. Mas, quanto aos ataques particulares a católicos latinos sofrem pelo fato de defendermos nossa fé, os católicos orientais também são vítimas deste mesmo sofrimento?

    • Gregórios Says:

      Talvez até mais, caro Alex! Note que muitas Igrejas Católicas Orientais vivem em contextos muito difíceis, seja em meio ao Islã, como a Melquita, a Maronita, a Siríaca e a Caldeia, seja em meio a ortodoxos mais agressivos, como a Ucraniana, ou seja mesmo junto aos hindus, na Índia (as Igrejas Malabar e a Malankar).

  34. anderson Says:

    olá pessoal,
    alguem aqui sabe o que seria necessario para ser um padre de alguma igreja ortodoxa, mas aquelas que nao estao ligadas a roma; por exemplo: antioquina, constantinopla, russa, jerusalem?
    Isso seria possivel eu sendo catolico romano, mesmo que eu me convertesse? Como andam os diálogos? É possível que um dia roma possa reaver-se com as outras igrejas irmãs nao ligadas a roma diretamente?
    agradeço muito.

    • Marcos Fernandes Says:

      Olha, as igrejas ortodoxas continuam separadas do Papa, Assim sendo, você estaria se tornando um cismático unindo-se a elas. Não seria possível continuar sendo católico sendo ortodoxo (isso é contraditório).
      Todavia, os diálogos estão andando. É, sim, possível, que um dia as igrejas ortodoxas voltem á comunhão com Roma, e seria maravilhoso se isso acontecesse. Mas esse dia ainda não chegou.
      Porém, as igrejas católicas de rito oriental estão aí. Já considerou entrar para uma delas?
      Por enquanto, só nos resta rezar para que os ortodoxos voltem à Santa Igreja.
      Abraços.

  35. elieta julieta de oliveira Says:

    Parabéns pela maneira como tem conduzido um assunto tão desconhecido por nós latinos. Infelizmente não temos o costume de aprofundar nossos conhecimentos tão necessários para nossa convivencia de irmãos e divulgação do Reino.PAZ!

  36. Henrique Silva Says:

    Prezadíssimos irmãos em Cristo Jesus, a Paz de Nosso Senhor!

    Sou católico apostólico romano, redator, editor e designer; estou atualmente cursando a faculdade de teologia e sou um apaixonado pelo Evangelho e pela Santa Igreja, mas ando muito preocupado com o comportamento de muitos sacerdotes, com os maus exemplos que parece que vem se tornando a rega, com a dessacralização da Liturgia, com o desleixo com que vem sendo celebrada a Santa Missa…

    Os poucos locais onde considero que o Sacrifício de Cristo continue sendo celebrado dignamente em São Paulo, como o Mosteiro de São Bento, são distantes de minha residência, e os horários das celebrações também dificultam a minha frequência.

    Por todos estes motivos, tenho procurado uma Igreja Católica de rito não romano, na esperança de encontrar um lugar onde possa elevar o espírito devidamente durante a celebração, para comungar Corpo e Sangue de Nosso Senhor com os devidos respeito e reverência.

    Gostaria muito de saber se meus diletos irmãos orientais poderiam me indicar endereços ou telefones de igrejas católicas ortodoxas ou orientais de outros ritos (além do romano) em São Paulo. Num primeiro momento, pretendo conhecer a Igreja Nossa Senhora do Líbano, que acabei de descobrir, pois tenho identificação com a cultura árabe de modo geral.

    Deus vos abençoe a todos!

  37. 27ª Ficha: Decreto Orientalium Ecclesiarum (OE) | alegretto Says:

    […] Eslovaca, Igreja Greco-Católica de Križevci (Croata), Igreja Greco-Católica Macedônica. No Brasil há as seguintes Igrejas orientais católicas: a Igreja Melquita, com Igrejas no Sudeste e uma no […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: